sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O amor se dissolve sem permissão

Como dois estranhos fazemos amor. Sei, que o seu desejo por mim não é mais o mesmo e, o meu tão pouco é diferente do seu. Nossas bocas se encontram, porém, não há mais sede da saliva um do outro. Pra mim, parece que cada movimento que fazemos é como um filme barato de sessão da tarde, com ações todas coordenadas.
Todavia, o amor não se foi, sei que ainda existe uma faísca que insiste em ficar acesa, mesmo tendo que lutar contra uma ventania que entra pela janela. Tenho por mim, e vejo isso também em seus olhos, que "Só não queremos perder o costume de termos um ao outro." "Funcionamos por mera conveniência de não querermos dormir no escuro sozinhos- Lucas Simões" sentindo a falta de nossas pernas entrelaçadas, sua respiração na minha nuca, que aos poucos me fazia dormir. Temos medo dos pesadelos que teremos à noite, por não termos um ao outro mais, falo por nos dois porque sei que você sente o mesmo, e sei que tem medo de me deixar.
Talvez, conveniência não seja tão ruim assim. Porque sempre sobra alguma coisa, uma lembrança, uma roupa pra lavar, ou uma data importante que não te deixa ir embora." Acho que algumas histórias de amor acabam sem poder, se esquecem sem motivo específico e se dissolvem sem permissão dos envolvidos- Lucas Simões"

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilhe comigo seus pensamentos