
Quatro paredes frias, sem liberdade condicional. Nunca tive a intenção de vir parar aqui, mas não me arrependo, pelo menos sei que ela está aqui dentro de mim.
As pessoas pensam que eu estou louco, riem na minha cara. Não ligo, eles não sabem o que é amar, nunca amarão como eu amei Katty. Nos meus diagnósticos psicológicos escrevem que sou egoísta, concordo com os médicos nessa parte. Sei, que a culpa foi minha, eu a disse que melhoraria, na verdade, falava isso à ela sempre, porém nunca mudei. Dei tudo à ela e mais um pouco, mas foi em vão. Minha querida Katty, não me aguentava mais, podia vê- la desmoronando. Está tudo acabado, ela me disse com a voz embargada. Não acreditei no que ouvir, pensei que ela me amava mais que isso.
Fiquei inconsolado, não podia fazer nada. Disse à ela que poderia ir em frente, que não me importava. Doeu, porém era tudo que eu poderia fazer por aquela mulher que tanto amo. Ao vê- la retirando suas roupas das gavetas, não me contive, não pude aguentar tanto sofrimento, tanta dor, em uma fração de segundo saquei a arma da minha farda de policial, destravei e atirei em Katty por trás, não queria que ela visse meu rosto antes de atirar, só que ouvisse a minha voz quando eu disse: - Não há mais espaço na minha cama para nenhuma mulher que não seja você.
E bem, agora estou aqui preso. E se vocês querem saber, não me importo, foi por amor, foi por esse sentimento egocêntrico que me cegou. Que me manipulou e esmagou qualquer pudor que eu tinha. Que faz você abandonar tudo e mesmo assim não te deixa chegar longe...
Gostei dos teus textos, escreves muito bem.
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