Era um domingo como outro qualquer, tirando o fato que eu estava de plantão. Aquela coisa legal que te priva do convívio com a sociedade, mas é uma conseqüência por trabalhar na área que você tanto ama.Acordei as 6, tomei um banho e coloquei minhas bombachas.
Fiz um chimarrão e acendi um cigarro. Como me sentia bem quando fumava.
O ritual de aspirar a fumaça e ficar pensando na vida sempre me fez bem. Mesmo que o cheiro do cigarro fizesse com que eu perdesse todos os candidatos a namorado.
Tomei a condução e vim pro serviço. Cheguei na rádio perto das 7h30min, ia ter uma tal de maratona e eu precisava cobrir o tal do evento. Mesmo sem entender o que faz um vivente levantar tão cedo para sair correndo, admirei quem estava ali.
Em meio à garrafinhas de água e o cheiro de Gelol que emanava dos atletas, fiquei observando eles se aquecerem.
E os admirei. Senti orgulho daquelas pessoas saudáveis, que conseguem andar duas quadras sem parar ofegante. Aquelas pessoas que iam correr quilômetros apenas pelo prazer de ser saudável e conseguir isso. Senti vontade de conseguir isso também. Lembrei do tempo que eu lutava. Do tempo que eu não fumava e que conseguia fazer exercícios físicos por horas a fio sem precisar de auxílio de tubos de oxigênio.
Senti uma vontade louca de ser saudável e correr, fazer exercícios e aquela coisa toda. Era eu, fumante, em meio a maratona. As pernas torneadas e corpos esbeltos dos atletas profissionais me deram até um pouco de inveja. Mas ao mesmo tempo me incentivaram a entrar na academia, voltar a lutar. E correr. Correr e ganhar todas as maratonas do mundo.
Servi um café e acendi mais um cigarro. Percebi que como atleta, sou uma ótima jornalista. Ou não, talvez ser jornalista seja só a desculpa para os vícios da nicotina, da cafeína e da vontade desenfreada de escrever.
-ICS
* Texto não é minha autoria e sim de "O mundo por trás dos meus óculos...": Fumante em meio a maratona
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
"O mundo por trás dos meus óculos...": Fumante em meio a maratona
* Texto não é minha autoria e sim de "O mundo por trás dos meus óculos...": Fumante em meio a maratona
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Ponto de vista

Esse papel que a vida me empós como figurante. Já faz tempo que eu quero ser a atriz principal, mas o meu tempo já acabou. Não há mais escolha de novos talentos para fazer parte da minha grande peça. Os que apareceram já foram embora, uns não eram bons em atuar e descobrira logo sua cara de pau. Outros era tão bons que me arrancaram beijos, choros e noites sem dormir. Mas, esses eram curta metragem, minisséries em minha vida. E logo que chegavam ao último capítulo sumiam da minha tela e passavam pra outra emissora.
"E essa é a vidinha controlada e temerosa e quadradinha que me conforta e ao mesmo tempo me faz estar prestes a rasgar minha pele, amassar, jogar no lixo e começar de novo -Frase Tati Bernardi http://www.tatibernardi.com.br/blog/post.jsp?idPost=113" O preço do aluguel do teatro já me rendeu uma vida, hoje,minhas rugas são as cortinas, já velhas, em um vermelho encardido que é observado ao abrir e fechar no palco. Já foi de grande sucesso, muitos vinham apreciar o meu espetáculo, achava que a minha mocidade duraria para sempre. Mas logo outras atrizes mais bonitas, que chamavam mais à atenção, começaram conturbar a visão da minha plateia. Elas foram e levaram meus enamorados com elas. Os que diziam que eu era a mulher de suas vidas foram os primeiros a irem atrás do rabo de saia. E no decorrer do tempo já não era tão requisitada entre os rapazes. Fui ficando quadrada, enferrujada e fazendo parte da decoração da minha casa. O tempo passou e não deixou dúvida de quem é que manda em todos os seres vivos.
Hoje escrevo best sellers de amores que não vivi, recebo diversos prêmios de literatura mediante o sucesso dos livros e respondo a diversas perguntas pertinentes de reportes, de onde vem a sua inspiração?; que foi o grande amor que te inspirou?; Porquê não é casada?; enfim respondo com o meu melhor sorriso: - Só posso dizer que minha vida é incrível e que, por isso e por tudo escrevo livros. Menti, mas a única que sabe a verdade sou eu! E eu escrevo livros das minhas inverdades que contribuem para ilusão do que é o amor. Que ironia....
domingo, 26 de agosto de 2012
O abrir das asas

Prevejo que não vou gostar nada da sua reação, ao me ver saindo por aquela porta de malas prontas e sem olhar para trás. Você vai gritar, me chamar de ingrata, dizer que eu posso ir, e que já estava mais do que na hora. E depois vai correr atrás de mim pedindo desculpas, dizendo que me ama e que não pode viver sem mim. Segurará a minha mão e eu vou sentir o calor da sua pele, que não me deixará dar mais nenhum passo em direção a saída. Me virarei e olharei para o seu rosto, pronta pra mandar que você me solte. Porém, não haverá tempo de dizer nada, pois, você sem titubear, me puxará pela cintura e me beijará ardentemente, fazendo com que meu corpo todo estremeça. Tentarei empurrá-lo, e sair pisando duro para o quarto, mas será em vão. Você me envolverá com mais força, quase brutal, o que acabará me vencendo, nos amaremos como se fosse a primeira vez. Quando terminarmos e extasiados cada um virará para um lado, você acenderá um cigarro, como sempre, e eu desejarei sumir dali à cada baforada de fumaça que sairá da sua boca. Nunca fui nem santa e nem puta, porém com você só as duas. Esse sempre será o prologo da nossa história, que eu já cansei de ler.
Só que para mim, chega um momento que eu tenho que fugir, sair correndo, liberdade é o meu segundo nome. Chega de mesmice, de círculos sem fim. Não gosto de me sentir presa à ninguém, tão dona de mim me vi tão presa à você. "Engana-te quando não enxerga as asas que escondo por detrás do casaco-Frase de Alívio imediato http://elenabreu.blogspot.com.br/2012/08/por-que-nao-ficas.html " um dia eu voo alto sem me dar tempo de olhar pra trás.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Eu jogaria meu corpo ao teu

Hoje já entendo bem mais de amores sem ciúmes, de beijos e abraços sem sentido resultantes de pessoas que conheci. Porém, a minha vida continua, sem eu saber do que sou capaz. Mas é certo que serei sempre sua. Não vou mais perder lágrimas baratas sem nenhum porquê, de agora em diante ficarei assim, desinteressada. O nosso amor se transformou em bons dias, dados ao acaso, em encontrões no elevador do prédio. Por favor, não deixe o seu olhar cruzar com o meu, eu jogaria o meu corpo ao teu. Você "tá" nessa rejeitado, caçando paixão. E eu me pergunto: por que não comigo, por que não eu? Tenho mil motivos pra você me suportar, fica mais uma semana, lhe peço. Nesse tempo a gente se engana , se ama, se entrega, se vive. Você me tem fácil demais, e sei que é por isso que você brinca comigo.
Eu não aguento estar tão perto de você e tão longe, aperto o travesseiro contra o rosto, ao ouvir você passar, em frente a minha porta, com uma nova amiguinha "pro" seu quarto. É essa vagabunda agora que você vai chamar de namorada? De repente penso em pular do oitavo andar, olho pelo janela, até pularia, mas seria com os olhos fechados, não quero ver quando me machucar. Rio dessa loucura estúpida.
Outro dia você sorriu e me propôs que eu te deixasse em paz. Me disse vai, e eu não fui. Me perguntou no elevador, eu engasguei, sem coragem travei, não me atrevi a responder Por que é que eu não desisto de você....
Texto baseado em algumas composições do grupo kid abelha
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Caminhar até o fim começar

Quatro paredes frias, sem liberdade condicional. Nunca tive a intenção de vir parar aqui, mas não me arrependo, pelo menos sei que ela está aqui dentro de mim.
As pessoas pensam que eu estou louco, riem na minha cara. Não ligo, eles não sabem o que é amar, nunca amarão como eu amei Katty. Nos meus diagnósticos psicológicos escrevem que sou egoísta, concordo com os médicos nessa parte. Sei, que a culpa foi minha, eu a disse que melhoraria, na verdade, falava isso à ela sempre, porém nunca mudei. Dei tudo à ela e mais um pouco, mas foi em vão. Minha querida Katty, não me aguentava mais, podia vê- la desmoronando. Está tudo acabado, ela me disse com a voz embargada. Não acreditei no que ouvir, pensei que ela me amava mais que isso.
Fiquei inconsolado, não podia fazer nada. Disse à ela que poderia ir em frente, que não me importava. Doeu, porém era tudo que eu poderia fazer por aquela mulher que tanto amo. Ao vê- la retirando suas roupas das gavetas, não me contive, não pude aguentar tanto sofrimento, tanta dor, em uma fração de segundo saquei a arma da minha farda de policial, destravei e atirei em Katty por trás, não queria que ela visse meu rosto antes de atirar, só que ouvisse a minha voz quando eu disse: - Não há mais espaço na minha cama para nenhuma mulher que não seja você.
E bem, agora estou aqui preso. E se vocês querem saber, não me importo, foi por amor, foi por esse sentimento egocêntrico que me cegou. Que me manipulou e esmagou qualquer pudor que eu tinha. Que faz você abandonar tudo e mesmo assim não te deixa chegar longe...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Que droga de amor é esse?

Casa vazia, porém cheia das lembranças que você deixou aqui. Era para ser só por uma noite e você foi ficando uma semana, um mês e quando paramos pra contar, já se havia um ano que minhas calcinhas se misturavam às suas meias na gaveta. Prometi, não pensar mais em você. Porque tem que ser assim. Você entrou como um vento pela janela, se demorou um pouco e depois saiu quando eu esqueci a porta aberta.
Já repassei na minha cabeça, milhões de vezes, que já começou tudo fodido mesmo, não estava preparado pra ter uma pessoa dentro da minha casa e muito menos dentro do peito. Mas, você é uma droga, uma merda de droga, que vicia. Seu perfume é como eroína. Porra, você f... a minha vida e vai embora assim, falando que não era pra dá certo mesmo, que o que você sentia por mim cresceu tanto por dentro que você resolveu fugir. Que droga de amor é esse? Que merda é essa?! "Preciso do Lexapro, mas ele acabou há semanas, igual meu amor. E agora, de repente, preciso tanto dos dois novamente. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega. Adulta, adulta. - Tati B."
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
O amor se dissolve sem permissão

Como dois estranhos fazemos amor. Sei, que o seu desejo por mim não é mais o mesmo e, o meu tão pouco é diferente do seu. Nossas bocas se encontram, porém, não há mais sede da saliva um do outro. Pra mim, parece que cada movimento que fazemos é como um filme barato de sessão da tarde, com ações todas coordenadas.
Todavia, o amor não se foi, sei que ainda existe uma faísca que insiste em ficar acesa, mesmo tendo que lutar contra uma ventania que entra pela janela. Tenho por mim, e vejo isso também em seus olhos, que "Só não queremos perder o costume de termos um ao outro." "Funcionamos por mera conveniência de não querermos dormir no escuro sozinhos- Lucas Simões" sentindo a falta de nossas pernas entrelaçadas, sua respiração na minha nuca, que aos poucos me fazia dormir. Temos medo dos pesadelos que teremos à noite, por não termos um ao outro mais, falo por nos dois porque sei que você sente o mesmo, e sei que tem medo de me deixar.
Talvez, conveniência não seja tão ruim assim. Porque sempre sobra alguma coisa, uma lembrança, uma roupa pra lavar, ou uma data importante que não te deixa ir embora." Acho que algumas histórias de amor acabam sem poder, se esquecem sem motivo específico e se dissolvem sem permissão dos envolvidos- Lucas Simões"
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