
Totalmente desatenta, possivelmente fora de mim, acaricio meus lábios, lembrando do seu juntamente ao meu, não houve movimentos, só o toque. Não sei quando você chega e nem quando vai embora. Não ouço seus passos na escada, a janela sempre trancada, porém, você me arrebata toda noite.
Eu sei quando você está no meu quarto, pois, o meu corpo inteiro se arrepia, mesmo eu estando adormecida, posso senti-lo. Posso até ouvir sua voz rouca pedindo para que eu pare de olhá-lo, com meu olhos castanhos mel, que sempre conseguiam ver sua alma.
Sinto sua mão acariciando levemente meus cabelos, e ouço o som da sua gargalhada, ecoando pelo quarto. Não faz sentido, você se foi, porém toda noite é como se você estivesse aqui.
Sinto sua falta, quando quiser aparecer seja bem-vindo, chega de lembranças e saudades sem fim, pensa Anita ao terminar de escrever mais um texto para sua coluna da revista Ellas. Dessa vez, não sai correndo para entregar o rascunho para o fechamento da revista. Mas, acaricia seus lábios e pensa: Poderia ser verdade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Compartilhe comigo seus pensamentos