domingo, 23 de setembro de 2012

Não sou esse tipo de mulher de sociedade

       Pensei que lhe conhecia, mas percebo que tão pouco conhecia  a mim mesma. Tão pouco tempo estamos juntos, tão pouco beijos e juras de amor foram trocados. Contaria os dias e as horas que olhamos um nos olhos do outro. Acabou o amor e sobrou fachada. Na mesma corda bamba levamos um relacionamento que diziam que seria para sempre. Seus amigos te admiram por seu status e por ter uma mulher linda que cuida de você. Pois eu não. Nunca te admirei, fui ludibriada, assim como notícias de "jornalesco" de cidade pequena, que engana e não conta imparcialmente o fato. 
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Implacável é essa minha vontade de viver, de viver sem você. Pequena borboleta que sou, pensei que ter asas seria ter a liberdade, muito menos imaginava os predadores invisíveis que estariam a minha espera, só esperando que eu saísse do casulo. 
  Engana te a pensar que isso me impedirá de voar, um dia a pequena borboleta notará que ela é diferente do que a sociedade pensa, e em um belo dia notará que tem asas de gavião. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Veja por esse ponto

Um copo de coragem era o que Ellen queria pedir quando o garçom do bar perguntou o que ela queria beber, pediu um gim com tônica no lugar. Gustavo seu marido resolveu trocar Ellen por uma adolescente cheirando a leite, e bem sabe ela que tipo de leite se tratava. Ao se separar o ex marido lhe deixou o apartamento, a casa na praia, o carro e um buraco no ego. Ela se dedicava edificar sua casa e ele a dar marretada em tudo que Ellen construía. A infidelidade de seu marido passou por todas as fases que está escrito na cartilha do canalhas de plantão. Teve a fase dos presentes dados do nada, a fase de chegar tarde e cansado, a fase de xingar tudo e dizer que nada está bom e assim foi destruindo tudo que existia entre eles.
Ellen não era boba sabia que tinha mulher na jogada, mas esperava que ele tivesse a decência pra contar. Todavia, ele não teve. Saiu uma tarde e quem voltou em seu lugar foi um advogado, lindo e jovem diga-se de passagem, mas totalmente sério em seu ofício que a entregou uma carta de Ruan, seu ex marido, contando que havia outra e que já não dava mais pra ficar juntos, os bens do casal eles iriam compartilhar e no final dizia boa sorte, ironicamente ela riu, sorriu por se lembrar que quando começou as brigas ela vivia cantarolando essa música da Vanessa da Mata, coisa do destino. Ellen não deixou se abalar, não na frente do advogado. Procurou consolo no colo de mãe e de sua melhor amiga desde a infância, Kellen. E foi essa amiga que a arrastou para esse barzinho à noite onde afogaria seu ex em um copo após ao outro. Porém mulher recatada não conseguia beber nada alcoólico, pois ela sabe o que o álcool faz na cabeça de uma mulher abandonada. O que Ellen não esperava que seria abordada por aquele lindo advogado, que foi em sua casa levar a carta do ex marido, mas agora sem o terno e com um sorriso convidativo no rosto. Gustavo foi como se apresentou ao dizer que ela precisava de algo mais forte que a acompanharia em uma bebida. Conversaram como se fosse velhos amigos, entre eles a ligação os envolvia como um abraço invisível e quando menos perceberam já estavam encostando o braço um no outro, um leve toque na pele que deixava Ellen corada e seus olhos reluziam um brilho, que nunca teve com seu marido em quinze anos de casado. Gustavo à acompanhou até em casa e a disse que largaria o caso e ficaria do lado dela para o que necessitasse. Nem que seja emprestar seu ombro pra ela chorar e qualquer outra parte do seu corpo que ela requeresse. Agora Ellen resolveu se apegar a uma parte diferente da música da Vanessa M. "Há um desencontro; Veja por esse ponto; Há tantas pessoas especiais [...] - Boa sorte, Vanessa da Mata" E a canção que estava morta dentro dela por esses 15 anos voltou a tocar, e Ellen sabia que não deixaria mais ninguém abafar seu som.